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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Swap Film – parte 3 - o retorno do Film


Sim, mais um desdobramento nessa história (parte um e dois). Há uns meses atrás postamos aqui o resultado da nossa experiência trocando o mesmo filme de câmera e fotógrafo. O resultado não saiu como esperávamos, não conseguimos casar diretinho um frame no outro, assim, quando o laboratório digitalizou o negativo, mal podemos ver o que aconteceu. Pelo menos até agora.

Essa semana chegou o scanner que comprei. Uma compra ousada (foi via mercado livre e havia alguns adendos) mas que já mostra que foi bem acertada. Digitalizei o filme da experiência e tive uma surpresa: criamos ‘panorâmicas’ cheias de detalhes e elementos!

clique para ver maior e conferir os detalhes

Deu um pouco de trabalho juntar as partes, e tive que cortar o negativo, mas no fim das contas o resultado ficou incrível. Confira as melhores parte:


 curtiram?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Little Photo

Se você tem celular ou tablet com sistema operacional android precisa conhecer o app Little Photo. Esse aplicativo é ótimo se você é uma pessoa que gosta de fotografar o tempo todo mas nem sempre está com sua câmera em mãos. Com ele é possivel aplicar uma variedade de filtros que simulam a a estética de fotos analógicas.

App em uso

Você pode baixar o aplicativo gratuitamente. Para rodar, seu aparelho precisa ter android 1.6 ou superior. Você também pode baixar o Little Photo Plugin. Mas esse é pago, custa R$ 6,97 no Android Market.

Veja abaixo algumas fotos feitas com o aplicativo usando um celular Galaxy 5:

Filtro Lomo Film


FIltro B&W Film
Filtro Lomo Film
 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Smena 8M

No mês passado dividi com vocês a minha alegria de ter ganhado um Smena 8M da minha namorada. Tirei algumas fotos dela, da linda capinha original que venho junto e prometi um review da danada. Bem, aqui esta.

A Smena 8M não é uma câmera fácil. A bicha é durona, grossa, robusta, mas também o que esperar de uma soviética? Nascida em 1970 e produzida até meados de 95. Sua família começou a ser produzida em 35(!), mas os modelos 35mm só começaram a surgir em 54, com a Smena 1. Toda a cronologia das Smena você pode encontrar aqui (link), foram 26 modelos ao todo.

Mas vamos falar da 8M. Foi produzida pela LOMO - Leningrad Optical-Mechanical Union (ou Ленинградское Oптико-Mеханическое Oбъединение – fala aê bonzão!) com a intenção de ser uma câmera altamente acessível, barata. A abertura de sua lente vai de f/4 a f/16 e a velocidade vai de 1/15-1/250 e o bulb (B). O foco vai de 1 metro a 8 metros ou infinito. Para ser mais acessível, tornando tudo mais fácil pra qualquer um, todas esses ajustem tem símbolos.
 
“Mas iaê cara, como é fotografar com ela?” É trabalhosamente legal. Fazer todos os ajustes antes das fotos é fácil e com o tempo vai ficando intuitivo. Uma coisa que atrapalha um tanto é ter que de se lembrar de antes de bater a foto armar a câmera. É, antes de apertar o disparador você tem que baixar uma alavanca para ai sim tirar a foto.

Uma coisa que me entristeceu um pouco foi que o flash não é sincronizado pela zapata (o hotshoe), para usar um flash existem duas maneiras: 1 – você compra um flash que tenha um cabo sincronizador, ou 2 – fotografava usando o bulb e usa o flash (gambiarra internetica). Essa impossibilidade do flash doeu, gosto muito de fotografar de noite, na mesa do bar ou em festas com os amigos.

Usei dois filmes até agora, um Kodak Professional 100 e um Lomography Redscale. Com o Kodak fiz fotos de noite, ambiente fechado e usei aquela técnica que falei acima (bulb + flash). Com o Redscale fiz fotos diurnas, usei e abusei das duplas.
O único grande problema que não sei na verdade se é coisa exclusiva da minha Smena ou se é comum, é na hora de rebobinar. Simplesmente é impossível rebobinar da forma normal, não consegui, o botão de trava e fico com medo de rasgar o filme. Daí o jeito é ir para o escuro total e abrir a maquina, fazendo tudo manualmente. De resto gostei muito dos resultados e achei a câmera bastante versátil.

Fotos com o kodak 100





Fotos com o redscale:





 Aproveitei pra testar um mito: O viewfinder da Smena não presta pra nada. Bem, verdade que ele é bem estranho jogado ali à esquerda do fotógrafo. Bem, coloquei um amigo de braços abertos, enquandrei, cada braço em uma extremidade do visor. O resultado foi o seguinte:

Então, gostou da Smena? Tem uma? Comenta aqui suas experiências com ela.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Paparazzis de antigamente


As celebridades nunca têm descanso. Mesmo nos bastidores as câmeras nunca dão sossego. Achei aqui ótimas galerias com fotos e mais fotos ótimas, o que me levou a pensar: os paparazzi de antigamente era bem mais foda que os de hoje.

Passei horas vendo essas fotos e pensando nos fotógrafos de celebridades de antigamente  (não sei se nessa época já eram chamados de paparazzis). Achei incrível como muitas das fotos têm um enquadramento diferente, uma composição mais bem acabada – essas galerias são por sinal uma aula de composição. Acho que a falta de recursos levava o fotografo a ter mais zelo pelo olhar, na construção da foto. Hoje eles devem ligar a câmera no burst (várias fotos por clic) e vão metendo o dedo.

Nada contra, eles não podem perder tempo, se perderem o momento da foto perdem dinheiro, isso tudo é outra discussão. Mas olhando a galeria que vou por aqui acho que vocês vão pensar o mesmo que eu: : os paparazzi de antigamente era bem mais foda que os de hoje.

Audrey Hepburn

Audrey Hepburn (essa mulher tem tanta foto boa que depois faço uma galeria só com ela)
Alfred Hitchcock filmando uma cena chata =D

Lembra o que falei sobre composição? sacou?

O paparazzi paparazziando o paparazzi de Rita Hayworth
Marlon Brando
Clark Gable

Achou o mesmo que eu? Comenta aê!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fotógrafos: Araquém Alcântara



Vocês já devem ter ouvido muito falar do tamanho do Brasil. O quanto nosso país é extenso, híbrido, cheio de diversidades, heterogêneo e por ai vai. Mas como faz pra registrar algo desse tamanho, imagens de toda essa diversidade? Uma equipe de vários fotógrafos? Não não, só um mesmo, Araquém Alcântara.
Nascido em 1951, Araquém queria ser jornalista, em 1970 até começou o curso na Faculdade de Comunicação de Santos. Até que numa sessão de cinema se deparou com as imagens do japonês Kaneto Shindô: A ilha Nua. De lá ele saiu tão extasiado com as imagens, com a fotografia do filme, que no outro dia pegou uma Yashica emprestada e resolveu tirar umas fotos.
Saiu de noite com a câmera na mão, nervoso, inexperiente. Num bar do porto, desengonçado, sem saber o que fazer, o que fotografar, saiu de lá sem tirar uma foto. Mais tarde, no ponto de ônibus,  quando uma moça da vida passa por ele e diz:

- Quer fotografar é? Fotografa aqui! – e mostrou o sexo.

Foi sua primeira foto.

Desde então foram 16 livros, 3 prêmios internacionais, 32 nacionais, 56 exposições individuais e muitas e muitas viagens para os mais longínquos cantos do Brasil. Fotografou a Amazônia, Pantanal, sertões, 1987 e 1998, o fotógrafo percorreu todos os parques nacionais brasileiros. Entre uma viagem e outra, realizou workshops e É o primeiro fotógrafo brasileiro a produzir um trabalho inédito para a National Geographic, a edição especial de colecionador "Bichos do Brasil".

Abaixo uma entrevista dada à MIT TV, onde Araquém fala sobre a profissão, o apelido de Colecionador de Mundos, e como a fotografia mudou seu olhar de mundo.



No site oficial dele tem uma biografia completa, uma série de histórias que ele acumulou juntos com as fotos que fez. Nesse link você confere um podcast com o fotógrafo para a Trip FM. E como não podia faltar, uma pequena seleção do acervo de Araquém Alcântara:








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