
Vocês já devem ter ouvido muito
falar do tamanho do Brasil. O quanto nosso país é extenso, híbrido, cheio de
diversidades, heterogêneo e por ai vai. Mas como faz pra registrar algo desse
tamanho, imagens de toda essa diversidade? Uma equipe de vários fotógrafos? Não
não, só um mesmo, Araquém Alcântara.
Nascido em 1951, Araquém queria
ser jornalista, em 1970 até começou o curso na Faculdade de Comunicação de
Santos. Até que numa sessão de cinema se deparou com as imagens do japonês
Kaneto Shindô: A ilha Nua. De lá ele saiu tão extasiado com as imagens, com a
fotografia do filme, que no outro dia pegou uma Yashica emprestada e resolveu
tirar umas fotos.
Saiu de noite com a câmera na
mão, nervoso, inexperiente. Num bar do porto, desengonçado, sem saber o que
fazer, o que fotografar, saiu de lá sem tirar uma foto. Mais tarde, no ponto de
ônibus, quando uma moça da vida passa
por ele e diz:
- Quer fotografar é? Fotografa
aqui! – e mostrou o sexo.
Foi sua primeira foto.
Desde então foram 16 livros, 3
prêmios internacionais, 32 nacionais, 56 exposições individuais e muitas e
muitas viagens para os mais longínquos cantos do Brasil. Fotografou a Amazônia,
Pantanal, sertões, 1987 e 1998, o fotógrafo percorreu todos os parques
nacionais brasileiros. Entre uma viagem e outra, realizou workshops e É o
primeiro fotógrafo brasileiro a produzir um trabalho inédito para a National Geographic, a edição especial de
colecionador "Bichos do Brasil".
Abaixo uma entrevista dada à MIT TV, onde Araquém fala sobre a profissão, o apelido de Colecionador de Mundos, e como a fotografia mudou seu olhar de mundo.
Abaixo uma entrevista dada à MIT TV, onde Araquém fala sobre a profissão, o apelido de Colecionador de Mundos, e como a fotografia mudou seu olhar de mundo.
No site oficial dele tem uma biografia completa, uma série de histórias que ele acumulou juntos com as fotos que fez. Nesse link você confere um podcast com o fotógrafo para a Trip FM. E como não podia faltar, uma pequena seleção do acervo de Araquém Alcântara:
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