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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Olympus Pen-EE S

Na década de 60 a Olympus lançou uma série de câmeras que fotografavam em meio-quadro (half-frame), eram as Olympus Pen. Sabe aquele estereótipo japonês, do turista com uma câmera na mão fotografando tudo que vê? Essas câmeras da Olympus ajudaram nisso. Por ser meio-quadro, um filme de 36 poses rendia 72 fotos, perfeito para quem quer registrar tudo numa viagem. 

Ao todo foram 14 sub-divisões produzidas de 1959 até meados de 1983, vendendo aproximadamente 17 milhões de modelos e se tornando um sucesso absoluto.
 
Mas o post de hoje é sobre um modelo especifico, que creio eu, por pesquisas no e-bay, no mercado livre e alguns fóruns, foi a mais popular delas: Pen-EE S.

Adquiri minha Olympus numa viagem que fiz à São Paulo no início do ano. Foi numa feira de rua na Teodoro Sampaio, lá tem muita coisa antiga, a maioria para decoração. Havia muitas outras câmeras por lá, mas essa me chamou a atenção pelo estado de conservação. Na verdade minha irmã e fotógrafa que me apontou as vantagens dela, o fato dela ser meio-quadro, a consevação, o fotômetro inteiro, etc. Paguei 70 reais nela. Ainda em São Paulo coloquei o primeiro filme e sai clicando.

Alguns detalhes técnicos: 
Ela tem duas opções de regulagem para a abertura: Uma manual, indo de 2.8 até 22, e outra que vai de acordo com o ASA, de 10 a 200 (valores estranhos né?) O ajuste focal é de 1 a 2 metros, de 3 metros, 15metros ao infinito, e, segundo o manual que achei na net, um macro de 3cm – nunca testei. O resto é automático e bem prático.
Os anéis de ajuste e o fotômetro
 Outra coisa curiosaa é este fotômetro de selênio. Ele capta a luz, e caso sua regulagem não esteja de acordo com a luz do ambiente, ele simplesmente não bate. No visor aparece um sinal vermelho indicando algo errado na regulagem. Bem, pelo menos teoricamente, na real ele só funcionou algumas vezes (também né, no mínimo a câmera tem 50 anos).

O interior.
O contador de poses é invertido - conta de 72 a 0.


Uma câmera que me ensinou um bocado sobre fotografia. Me fez exercitar o ajuste de foco e abertura. Principalmente exercitou meu olhar, suas quase intermináveis 72 poses permitiam um olhar diferente sob os assuntos, coisa que levei para as outras câmeras também.


A única queixa é a falta da sapata para flashs convensionais. Na real só descobri que essa câmera tinha flash depois que achei o manual na net. O flash encaixa de lado e deve ser um item bem difícil de encontrar, já procurei e nunca achei.

Continue lendo (clique na imagem) e veja uma pequena galeria das fotos que já fiz com ela:



Fotos feitas com um Fuji 400 (salvo engano)




Fotos com um redscale 100



Para quem quiser conhecer o resto da família PEN, este link tem todos os modelos, e este outro tem a história (em português). E se você tem uma, dá uma olhada no manual aqui, é interessante (e serve de quebra galho para quem tem uma Olympus PEN de outro modelo também, elas são bem similares).

6 comentários:

  1. tenho uma olympus trip 75 nunca ninguem ouviu falar. Queria saber mais sobre ela mas naoacho nada a respeito.

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  2. Cadê minha Praktica? EU AGORA! ¬¬

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  3. Esse post me lembrou a minha Trip, que ganhei ao comprar uma Zenit 12XP (faltando peça que não achei até hoje), cujo fotômetro também não funciona e nunca testei por medo. Dá pra fotografar mesmo assim?

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    Respostas
    1. N, geralmente com o fotometro quebrado a câmera funciona numa velocidade fixa, não sei ao certo qual a velocidade da Trip para esse caso (por exemplo, a yashica Electro 35 fica em 1/1000). A Trip é uma ótima câmera, acho que mesmo com ofotometro danificado ela não vai te decepcionar - tenta ai e depois conta o resultado =D
      E obrigado pelo comentário, continue visitando a gente!

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  4. Eu coloquei uma fita durex preta no fundo de dentro da câmera, avançando cerca de meio centímetro, sim (Chama-se máscara: aquela abertura retangular que determina o tamanho da foto). Ora, fiz isso percebi que a distância entre as fotos era maior do que nas máquina lomográficas como a Action Sampler Stereo e a Golden Half. E você pode avançar um pouco mais a fita adesiva preta de modo que os dois filmes, ligados entre se, pareçam na composição, um só filme.mas avance apenas um centímetro, não mais que isso

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