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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Filmes Lomográficos

Atendendo ao pedido de uma leitora, vou falar sobre filmes lomográficos. A gente praticamente já tinha iniciado este assunto no post sobre o filme Redscale XR, mas vamos aqui dar uma passada geral no assunto e introduzir alguns outros filmes.

Antes de mais nada, o básico sobre filmes: Você praticamente só escuta falar em filmes negativos, mas também existem os positivos. Ambos podem variar em ISO (ou ASA, depende do quão oldschool é você), que é a sensibilidade do filme à luz. A grande diferença é o tipo de revelação que cada um usa e o tipo de imagem que consequentemente é gerada.

Geralmente, os filmes mais procurados por lomógrafos são aqueles que permitem experimentações com as tonalidades de cor, saturações e etc. Vou falar dos filmes com os quais já tive experiência, mas existem similares de outras marcas que também citarei.



Redscale: Bem, a Mayra já falou bem sobre eles nesse post aqui. Os filmes redscale nada mais são do filmes  que expõem o lado contrário do filme, dando esta escala avermelhada às fotos, e ainda dependendo do filme, variando do marrom a várias tonalidades de vermelho, laranja e amarelo. Repetindo o que foi tido no outro post, essas cores também vão variar de acordo com a abertura do obturador. Nada melhor para melhor exemplificar do que a foto aqui ao lado, variando-se a abertura da maquina se consegue diversos tons diferentes. (clica pra ver melhor a diferença)
Os filmes redscale que já usei são da lomography, que são vendidos em caixas com 3, saindo em torno de 36 reais a caixa. Na toyCamera você também encontra, da marca Rollei, por 16 reais a unidade, a principal diferença é que o redscale da Rollei tem ASA 400, sendo um pouco mais versátil (pelo menos em teoria, nunca testei).

Color Negative - Lomography: Os Color Negative são filmes negativos produzidos pela lomography e trazem – segundo o fabricante- bastante variação de cores e tons. Variam em valor de ASA, em 100, 400 e 800.

- O  CN 100 na verdade se mostrou um filme bem regular, mas serviu bem para experimentações com duplas exposições por ser um filme pouco sensível.

- O CN 400 é mais sensível, ideal para épocas mais nubladas. Nunca testei esse filme, até tenho um rolo aqui em casa mas ainda não usei. As fotos que vi pareceram bem promissoras.

- O CN 800 é um filme muito sensível, ideal para ambientes fechados, pouca luz. Esse foi o último filme que revelei, e me surpreendeu muito. Trabalhou muito bem o flash, trazendo nitidez as fotos, mas sem deixá-las sem sal. Outra hora faço um review mais detalhado desse filme. 
 Exemplo de CN 100
 Exemplo de CN 400 (da internet)
  Exemplo CN 800
Os filmes Color Negative da Lomography estão numa faixa de 30 a 37 reais, a caixa com 3 rolos. Quanto a similares, em relação ao CN 100, a Kodak apresenta duas opções, o Portra Negative Color 160, e o Portra Vivid Color 160. Esse último apresenta uma ótima resposta a luz, trazendo constrastes surpreendentes. Quanto ao 800, nunca sei de um similar.
 
Kodak Ektar – tenho muita vontade de testar este. É anunciado como tendo a granulação mais fina do mundo e apresenta grande saturação. A unidade sai a 20 reais no site da ToyCamera, mas já vi pra vender mais barato aqui em Maceió, só dá trabalho pra achar.


Agora os filmes positivos:


Os filmes positivos podem ser chromes ou Slides. Esses são os filmes que mais apresentam saturação, pois são mais sensíveis, não tolerando erros de exposição, mas como na lomografia um erro por vezes dá um acerto, eles são os mais procurados. O grande lance desses filmes é o processo de revelação cruzada (os filmes positivos quando revelados como se fossem negativos, reagem saturando muito as cores, de formas bem inesperada – mas vamos deixar mais detalhes pra outro post mais especifico).


Os filmes Chrome, por experiência própria, cumpriram o que prometeram. Já revelei 2 rolos e sempre tive fotos muito saturadas e coloridas. O grande problema desse filme da lomography é o preço, um pacote com 3 sai na faixa de 60 reais, fora o frete – é amigo, ninguém falou que lomografia era barata. Existem similares, a Kodak tem o Elitechrome, 16 reais na ToyCamera, sempre tive vontade de testar.

O Slide, infelizmente não posso falar por experiência; o único filme que tentei revelar o laboratório aqui de Maceió fez o favor de revelar errado e estragou tudo. Ainda espero ampliá-lo um dia e ver direito como ficou. Mas as fotos de filmes slide são muito bonitas e tem sempre um tom muito caracteristico. O preço? Também salgado, o pacote sai a 60 reais também.

 Exemplo de Slide (da internet)
 Exemplo de Slide (da internet)
 Exemplo de Chrome
 Exemplo de Chrome


Bem, estes são alguns filmes, claro que ainda existem uma centena de opções – variações de isos, os tipos de películas que resultam em diferentes cores, saturações, nuances que fazem toda a diferença e a graça da lomografia. E outro ponto importante em ressaltar é que um fator também importante no resultado das fotos é a revelação, procure bons laboratórios e explique direitinho o que quer.
 
E você, já testou algum? Quer testar algum? Comenta ai ok?



5 comentários:

  1. Eu usei o Kodak Elitechrome. O grande problema do cromo é que tu tem ter um cuidado redobrado na digitalização. Eu mandei digitalizar em um laboratório onde o scanner arrumou a saturação (mesmo eu pedindo para não fazerem correções) foi extremamente decepcionante. Além de mudar a saturação, as imgens ficaram mais estouradas e perderam contraste.
    Daí mandei digitalizar em outro lab (onde tinha feito o processo cruzado do filme e ampliado cerca de 6 fotos). Lá eles realmente deixaram as imagens parecidas, no entanto, se tu olha a foto impressa e comparar com o resultado digitalizado, nota que ainda não é tudo isso. Por exemplo, uma foto que gostei muito era uma dupla exposição, onde o céu em pleno dia havia ficado preto na imagem impressa. Na digitalização ele ficou em tom azul escuro e o objeto aparecia tremido (na impressa ele estava com um ótimo contraste). Daí fico me perguntando, seria que uma foi manipulada e outra não? Porque em todos os casos eu enfatizo que não quero nenhum tipo de correção. Mas isto me deixa uma dúvida quanto ao cromo, por um lado existe esta auto-correção de scanners e por outro seria algum tipo de manipulação não-autorizada? É dificil prever isso, afinal, não podemo ter o controle total do que seria a imagem "real" que a película projeta, e sim, escravos de quem a digitaliza.

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  2. Eu já testei o Negative Collor 400. Ele é bem básito também, assim como o 100

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  3. JonasRS, é como eu disse, tem que tomar cuidado com o laboratório, ele pode ferrar tudo utilizando mal os químicos ou na ampliação. E ainda tem esse lance das alteração (a automática do scanner e a não autorizada do pessoal do lab). O jeito é torcer pelo melhor - ou pior, dependedo do ponto-de-vista.
    Fiquei com vontade de testar o Kodak Elitechrome, quem sabe mês que vem compre um. Valeu o comentário.

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  4. Oi, eu adoro lomografia, mas não entendo ,muito dela na prática, gostaria de trocar informações se possivel!

    eu acho que encontrei seu perfil no facebook, estou te adicionando lá! obrigada (Faiza)

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  5. onde revela desses filmes em maceió?

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